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domingo, 10 de março de 2024

Falta de água afeta aproximadamente 40% da população mundial e está causando conflitos, guerras e migrações no mundo


Em entrevista à BBC via Zoom de seu apartamento em Amsterdã, Ali al Sadr faz uma pausa para beber de um copo de água filtrada e limpa. Percebendo a ironia, ele solta uma risada. Antes de deixar o Iraque, eu lutava todos os dias para encontrar água potável, diz ele. Três anos antes, al Sadr participou de protestos de rua em sua cidade natal, Basra. Os manifestantes exigiam ações concretas das autoridades diante da crescente crise de água na cidade. Antes da guerra, Basra era um lugar bonito, acrescenta o jovem de 29 anos. Eles costumavam nos chamar de Veneza do Oriente. Limitada de um lado pelo rio Shatt al Arab, a cidade é cortada por uma rede de canais. Sadr diz que adorava trabalhar ao lado dos canais como estivador. Mas quando saí, eles estavam jogando esgoto não tratado nos cursos d'água. Não podíamos nos lavar, o cheiro me deu enxaqueca e, quando finalmente fiquei doente, passei quatro dias na cama. No verão de 2018, a água contaminada enviou 120 mil residentes aos hospitais da cidade e, quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes, Al Sadr teve sorte de escapar com vida. Em um mês, fiz as malas e fui para a Europa, conta. Histórias como a de Al Sadr estão se tornando muito comuns em todo o mundo. Um quarto da população mundial enfrenta agora uma grave escassez de água por pelo menos um mês por ano e, como no caso de Al Sadr, a crise está levando muitos a buscar uma vida mais segura no exterior. Se não tem água, as pessoas começam a ir embora, disse Kitty Van Der Heijden, chefe de cooperação internacional do Ministério de Relações Exteriores dos Países Baixos e especialista em hidropolítica. A escassez de água afeta aproximadamente 40% da população mundial e, segundo estimativas das Nações Unidas e do Banco Mundial, secas poderiam colocar 700 milhões de pessoas em risco de deslocamento em 2030. Muitos observadores como Van der Heijden estão preocupados pelo que poderia acontecer. Se não há água, os políticos vão tentar controlar esse recurso e é possível que comecem a brigar por ele. Ao longo do século 20, o uso mundial de água cresceu mais do que o dobro da taxa de crescimento populacional. Essa dissonância está levando atualmente muitas cidades a racionar água, de Roma e Cidade do Cabo a Lima e municípios do Brasil. A crise da água tem estado todos os anos, desde 2012, entre os cinco maiores perigos na lista de Riscos Globais por Impacto do Foro Econômico Mundial. Em 2017, secas severas contribuíram para a pior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial, com 20 milhões de pessoas na África e Oriente Médio se vendo obrigadas a abandonar suas casas devido à escassez de alimentos e aos conflitos envolvendo acesso a água. Peter Gleick, diretor do Pacific Institute, com sede em Oakland, Califórnia, passou as últimas três décadas estudando o vínculo entre a escassez de água, guerras e migração. Ele acredita que os conflitos por água estão aumentando. Com raras exceções, ninguém morre literalmente de sede, disse Gleick. Mas cada vez mais pessoas morrem por causa de água contaminada ou devido a conflitos por acesso a água. Gleick e sua equipe estão por trás de uma cronologia de conflitos por água chamada Water Conflict Chronology. Trata-se de um registro de 925 conflitos hídricos, grandes e pequenos, que remontam aos dias do rei babilônico Hammurabi. A lista não é exaustiva e os conflitos enumerados variam de guerras a disputas de vizinhos. Mas o que a cronologia revela é que a relação entre água e conflitos é complexa. Classificamos os conflitos por água em três grupos, diz Gleick. Como um 'desencadeador' do conflito, onde a violência se associa a disputas sobre o acesso e o controle da água; como uma 'arma' do conflito, onde a água é utilizada como arsenal, inclusive mediante o uso de represas que retêm água ou inundam comunidades rio abaixo; e como um 'alvo' de conflitos, onde recursos hídricos ou estações de tratamento ou dutos são alvos de ataque. No entanto, ao ver os registros que Gleick e seus colegas compilaram, fica claro que a maior parte dos conflitos está relacionada à agricultura. Talvez isso não seja surpreendente já que a agricultura representa 70% do uso da água doce no planeta. Na região de Sahel, na África, por exemplo, há registros frequentes de violentos enfrentamentos entre pastores e agricultores devido à escassez de água para seus animais e cultivos. À medida que aumenta a demanda por água, também cresce a escala dos potenciais conflitos. As últimas pesquisas sobre o tema mostram que a violência relacionada com a água está aumentando com o tempo, destacou Charles Iceland, diretor global de água do World Resources Institute. O crescimento da população e o desenvolvimento econômico estão impulsionando a crescente demanda por água no mundo todo. Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas estão diminuindo o abastecimento de água ou fazendo com que as chuvas sejam mais erráticas em muitos lugares. Em nenhum lugar o efeito duplo de estresse hídrico e mudança climática é mais evidente do que na ampla bacia dos rios Tigre e Eufrates, que inclui Turquia, Síria, Iraque e oeste do Irã. Segundo imagens de satélite, a região está perdendo água subterrânea mais rápido que quase qualquer outro lugar do mundo. E enquanto alguns países fazem tentativas desesperadas para garantir seu abastecimento de água, suas ações estão prejudicando seus vizinhos. Durante junho de 2019, quando as cidades iraquianas sofreram uma onda de calor de 50° C, a Turquia disse que começaria a encher o reservatório de sua barragem de Ilisu, nas origens do Tigre. A represa é parte de um projeto de longa duração da Turquia para construir 22 grandes diques e centrais elétricas ao largo do Tigre e do Eufrates que, segundo um informe da Agência Internacional Francesa de Água, está afetando significativamente o fluxo de água até a Síria, Iraque e Irã. De acordo com a mesma fonte, esse projeto turco, chamado GAP (Guneydogu Anadolu Projesi), deve incluir a construção de até 90 represas e 60 centrais elétricas quando for finalizado. Como o nível da água subiu atrás da barragem de Ilisu, de mais de 1,5 km de largura, o fluxo do rio para o Iraque foi cortado pela metade. A milhares de quilômetros de distância, em Basra, no Iraque, al-Sadr e seus vizinhos viram a qualidade da água se deteriorar. Em agosto de 2018, centenas de pessoas começaram a chegar aos hospitais de Basra com erupções cutâneas, dores abdominais, vômitos, diarreia e até cólera, de acordo com a Human Rights Watch. Na verdade, a história de Basra tem duas partes, destaca Charles Iceland. Primeiro, há o despejo de esgoto nos cursos d'água locais sem nenhum tratamento. Mas a construção de barragens na fronteira com a Turquia também deve ser considerada: com menos água doce descendo o Tigre e o Eufrates, a água salgada (do Golfo persa) está se infiltrando rio acima. Com o passar do tempo, está arruinando as colheitas e deixando as pessoas doentes. É um problema complexo, mas essa capacidade de enxergar vínculos entre eventos aparentemente díspares ajudou orientar o trabalho de Charles Island com a associação Água, Paz e Segurança (Water, Peace and Security), uma iniciativa financiada pelo governo holandês e um grupo de seis ONGs americanas e europeias, incluindo o Pacific Institute e o World Resources Institute. Eles desenvolveram uma Ferramenta Global de Alerta Precoce, que usa inteligência artificial para prever conflitos. O sistema combina dados sobre chuva, safras ruins, densidade populacional, riqueza, produção agrícola, níveis de corrupção, secas e inundações, entre muitas outras fontes de dados, para produzir alertas de conflito. Os potenciais conflitos são mostrados em uma projeção de Mercator com pontos vermelhos e laranja até o nível do distrito administrativo. Atualmente este sistema alerta para cerca de 2.000 possíveis pontos de conflito, com uma taxa de acerto de 86%. Embora a ferramenta de previsão identifique conflitos em potencial, ela também pode ajudar a entender o que está acontecendo em áreas que já estão enfrentando disputas devido à escassez de água. As planícies do norte da Índia, por exemplo, são uma das áreas agrícolas mais férteis do mundo. No entanto, essa região é palco de frequentes confrontos entre agricultores devido à escassez de água. Os dados revelam que o crescimento populacional e os altos níveis de irrigação já ultrapassaram os suprimentos de água subterrânea disponíveis. Apesar das exuberantes terras agrícolas na área, o mapa de Água, Paz e Segurança classifica quase todos os distritos no norte da Índia como extremamente alto em termos de estresse hídrico. Vários rios importantes que alimentam a área, o Indo, o Ganges e o Sutlej, originam-se no lado tibetano da fronteira, mas são vitais para o abastecimento de água na Índia e no Paquistão. Vários conflitos na fronteira eclodiram recentemente entre Índia e China, por reivindicações de áreas de acesso ao rio. Um violento confronto em maio do ano passado no vale de Galwan, por onde passa um afluente do Indo, deixou 20 soldados indianos mortos. Menos de um mês depois, houve relatos de que a China estava construindo estruturas que poderiam reduzir o fluxo do rio para a Índia. Mas os dados capturados pela ferramenta de alerta também revelam tendências surpreendentes, como migração populacional para algumas das áreas com maior estresse hídrico. Omã, por exemplo, sofre de níveis mais altos de seca do que o Iraque, mas antes da pandemia recebia centenas de milhares de migrantes por ano. Isso porque Omã tem melhor classificação em termos de corrupção, infraestrutura hídrica, fracionamento étnico e tensão hidropolítica. A vulnerabilidade de uma comunidade à seca é mais importante que a seca em si, afirmou Lina Eklund, pesquisadora de Geografia Física na Universidade de Lund, na Suécia. O vínculo entre escassez de água e conflitos, em outras palavras, não é tão simples como parece. Mesmo quando existe uma seca grave, uma combinação complexa de fatores vai determinar se realmente isso levará a um conflito: a coesão social é um dos mais importantes. Peguemos a região do Curdistão iraquiano, no norte do Iraque, por exemplo - uma área que sofreu uma seca de cinco anos que empurrou 1,5 milhão de agricultores sírios a centros urbanos em março de 2011. A comunidade curda, com seus vínculos fortes, não passou pelo mesmo êxodo, descontentamento ou lutas internas. Jessica Hartog, chefe de gestão de recursos naturais e mudanças climáticas da International Alert, uma ONG com sede em Londres, explica que o governo sírio, que aspirava a autossuficiência alimentar, apoiou durante muito tempo a agricultura, com subvenções de combustível, fertilizantes e extração de água subterrânea. Quando Damasco eliminou abruptamente essas ajudas em meio à seca, as famílias rurais se viram obrigadas a migrar em massa aos centros urbanos. A crise causou desconfiança no regime de Bashir al Assad e isso, por sua vez, impulsionou a guerra civil que tem dizimado o país. Mas se conflitos potenciais de água podem ser identificados, é possível fazer algo para impedir que eles ocorram? Infelizmente, não existe uma solução única que possa ser aplicada a várias situações. Em muitos países, a simples redução de vazamentos no encanamento pode fazer uma grande diferença: o Iraque perde até dois terços da água tratada devido à infraestrutura danificada. O World Resource Institute também sugere abordar a corrupção e reduzir a extração desmedida para agricultura. Charles Iceland propõe até mesmo aumentar o preço da água para refletir o verdadeiro custo de fornecê-la. Em muitas partes do mundo, as pessoas se acostumaram a ver a água como um recurso abundante e barato, e não algo que deveria ser valorizado como um tesouro. O nível de água disponível também pode ser aumentado por técnicas como a dessalinização da água do mar. Atualmente, a Arábia Saudita atende 50% de suas necessidades de água por meio desse processo. A reciclagem de águas residuais também pode oferecer uma alternativa de baixo custo e fácil de implementar que pode ajudar as comunidades agrícolas afetadas pelas secas. Uma avaliação da dessalinização e do tratamento de águas residuais estima que o aumento do uso dessas técnicas poderia reduzir a proporção da população mundial que sofre de severa escassez de água de 40% para 14%. Em âmbito internacional, é provável que grandes represas de países a montante aumentem o risco de disputas com pessoas que dependem desses recursos rio abaixo. No entanto, Susanne Schmeier, professora de Direito e Diplomacia da Água, no instituto IHE Delft para a Educação sobre Água, nos Países Baixos, destaca que os conflitos ribeirinhos entre países são mais fáceis de detectar e menos prováveis de chegar a um ponto crítico. Os conflitos locais são muito mais difíceis de controlar e tendem a aumentar rapidamente, diferentemente dos conflitos transfronteiriços, onde as relações entre os Estados muitas vezes limitam a escalada dos conflitos relacionados com a água, disse Schmeier. No entanto, existem muitos exemplos em todo o mundo onde as tensões são altas: o conflito do Mar de Aral, envolvendo Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão e Quirguistão; o conflito do rio Jordão entre os estados levantinos; e a disputa do rio Mekong entre a China e seus vizinhos do sudeste asiático. Nenhuma dessas discórdias se transformou em conflito, mas Schmeier menciona uma disputa que poderia desencadear um confronto. Egito, Sudão e Etiópia dependem do rio Nilo e, durante muito tempo, trocam acusações sobre o projeto da Grande Represa do Renascimento da Etiópia (Great Ethiopian Renaissance Dam ou GERD)- uma obra de US$ 5 bilhões e três vezes o tamanho do Lago Tana. Quando o governo etíope anunciou o plano de seguir adiante com o projeto, Egito e Sudão promoveram exercícios de guerra conjuntos em maio deste ano, que chamaram deliberadamente de Guardiães do Nilo. Essa disputa talvez seja, atualmente, a de maior risco de se converter numa guerra pela água, mas há vários outros locais em estado crítico de tensão. Funcionários paquistaneses, por exemplo, têm se referido à estratégia de uso das águas que cruzam a fronteira com a Índia de guerra da quinta geração, enquanto o ex-presidente do Uzbequistão Islam Karimov advertiu que disputas regionais por água poderiam provocar uma guerra. Não vou citar países específicos, mas tudo isso poderia se deteriorar ao ponto de o resultado ser não só um confronto, mas também guerras, disse Karimov, que governou o país de 1991 até a sua morte em 2016. Os acordos para compartilhar a água são uma forma comum de acalmar esse tipo de disputa. Foram firmados mais de 200 acordos desse tipo desde o final da Segunda Guerra Mundial, como o Tratado de Águas do Indo de 1960, entre Índia e Paquistão, e o acordo entre Israel e Jordânia firmado antes do tratado de paz. Mas uma tentativa de mais de uma década da ONU de introduzir uma Convenção Global da Água sobre rios e lagos transfronteiriços só conseguiu que 43 países aderissem à iniciativa. Hartog diz que os tratados modernos provavelmente precisarão incluir protocolos de mitigação de secas para acalmar os temores entre países de que nações vizinhas restrinjam o acesso a rios durante uma crise. Os acordos também devem conter mecanismos de resolução de disputas. Um exemplo positivo é o de Lesoto, África do Sul, Botswana e Namíbia que, após um aumento perigoso nas tensões por acesso a água no ano 2000, intensificaram a cooperação através da chamada Comissão do Rio Orange-Senqu (Orasecom). Neste caso, a negociação de acordos, com a consagração dos princípios de uso razoável da água, foi suficiente para aliviar a situação. Mas, quando se trata de liberar recursos adicionais, os estudos indicam mais uma vez que a dessalinização e o tratamento de águas residuais são as estratégias mais eficientes. Talvez o Egito esteja prestando atenção a isso. No ano passado, o governo egípcio negociou uma série de acordos para construir até 47 novas plantas de dessalinização, além da maior planta de tratamento de águas residuais do mundo. No entanto, ainda que autoridades egípcias tenham acelerado a construção das plantas, a maior parte desses projetos só vai ser concluída depois de 2030. Enquanto isso, a situação da água no país continua a se deteriorar. Hartog acredita que Egito, Etiópia e Sudão podem precisar de ajuda externa se quiserem evitar conflitos. Parece improvável que os três países cheguem a um acordo por conta própria e os esforços diplomáticos internacionais devem ser intensificados para evitar uma escalada, disse ele, acrescentando que a pressão sobre o governo cada vez mais isolacionista de Addis Abeba está aumentando. Este poderia ser o melhor ponto de entrada para países como Estados Unidos, Rússia e China unirem forças para ajudar esses países ribeirinhos a garantir um acordo trilateral vinculativo. Vários países estão impulsionando iniciativas para administrar melhor a água. O Peru, por exemplo, requer que os provedores de serviços de água revertam parte de seus lucros em pesquisa e uso de infraestrutura verde na gestão de águas pluviais. O Vietnã está combatendo a poluição industrial ao longo de sua parte do Delta do Mekong e também está integrando infraestrutura para garantir uma distribuição mais justa entre seus residentes urbanos e rurais. À medida que as mudanças climáticas e o crescimento populacional continuam a agravar o problema das secas em todo o mundo, essas soluções serão cada vez mais necessárias para interromper o conflito e a migração. Em dezembro do ano passado, mais de dois anos depois de Ali al Sadr abandonar Basra, menos de 11% das casas dessa cidade iraquiana tinham acesso a água potável. Uma injeção de US$ 6,4 milhões no final de 2020 da Holanda por meio do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, está ajudando a melhorar a infraestrutura de água da cidade. Mas as quedas de energia no início do verão desligaram muitos dos sistemas de bombeamento de água em meio a altas temperaturas. É difícil para os residentes de Basra pensar em problemas a nível global quando enfrentam dificuldades para obter água potável diariamente. A cidade voltou a ser palco de agitação nos últimos meses, e Al Sadr acredita que as manifestações vão continuar até que a situação melhore. 

FONTE: BBC NEWS
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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Locadora de DVDs resiste ao tempo e oferece vários filmes esquecidos pelos streamings


A internet revolucionou a forma como consumimos conteúdo audiovisual. Plataformas digitais oferecem bibliotecas de filmes e séries para serem assistidos a qualquer hora e em qualquer lugar, a apenas um clique de distância, o que elimina por completo a necessidade de alugar filmes em locadoras físicas. No entanto, em Divinópolis, a locadora de Ricardo Carregal pode ser considerada um "tesouro escondido" no Centro da cidade, na Rua Antônio Olímpio de Morais, entre as ruas Goiás e Pernambuco. No mesmo local há 35 anos, o espaço modesto, e até sem placa de identificação, oferece uma grande variedade de títulos. São mais de 10 mil DVDs disponíveis para locação, incluindo clássicos do cinema e produções mais recentes. Segundo Carregal, há filmes que não estão disponíveis nas plataformas digitais, o que faz com que muitos clientes recorram à locação física. Outro fator que contribui para a sobrevivência da locadora é a fidelidade de clientes de longa data. Muitos moradores da cidade cresceram alugando filmes na locadora e continuam frequentando o estabelecimento mesmo com a facilidade da internet. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor de locação de filmes – incluindo a pandemia da Covid-19, que reduziu clientes e aumentou custos operacionais –, a locadora segue firme e forte. Diante disso tudo, Carregal se mostra ainda mais otimista e encerrar as atividades da locadora, definitivamente, não é uma opção para o futuro.

FONTE: G1.GLOBO
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domingo, 4 de junho de 2023

Dívida da Venezuela com o Brasil ultrapassa US$ 1 bilhão, diz ministério


A dívida da Venezuela com o governo brasileiro é de 1,27 bilhões de dólares — cerca de 6,42 bilhões de reais. Os valores, corrigidos até a última segunda-feira, 29, foram informados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). De acordo o MDIC, os débitos da Venezuela com o Brasil são referentes “ao inadimplemento em exportações brasileiras de bens e serviços que contrataram o Seguro de Crédito à Exportação, lastreado no Fundo de Garantia à Exportação”. Em sua maioria, as operações foram financiadas pelo BNDES. O restante, segundo o MDIC, ocorreu por financiadores estrangeiros. Do total de débitos da Venezuela junto ao governo brasileiro, a maior parte já foi coberta pelo FGE, num valor de 1,09 bilhão de dólares. Os outros 53,9 milhões de dólares são indenizações que ainda serão pagas pelo FGE. O FGE foi criado em 1997 e é vinculado ao Tesouro Nacional. Em caso de inadimplência, o dispositivo é acionado para ressarcir o débito, e neste caso, os recursos saem do Tesouro — do próprio Brasil. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, esteve no Brasil para a cúpula de líderes da América do Sul. Maduro foi recebido  pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. Lula defendeu uma moeda única entre os dois países, criticou as sanções dos Estados Unidos aos venezuelanos e reforçou a possibilidade de energia vinda da Venezuela. Ao ser questionado sobre a dívida venezuelana com o Brasil, Maduro respondeu que uma comissão bilateral “vai estabelecer a verdade”.

FONTE: VEJA                    

terça-feira, 16 de maio de 2023

Produtores rurais se unem e expulsam invasores do MST


Cerca de 170 famílias integrantes do movimento haviam invadido propriedade em Macajuba, no interior baiano. A propriedade agrícola invadida no último domingo (12), em Macajuba, na região da Chapada Diamantina, já foi desocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Conforme registrado pelo Canal Rural Bahia, cerca de 170 famílias haviam invadido o localDe acordo com nota enviada pela Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), que está acompanhando a situação, produtores rurais da região se uniram para defender o direito de propriedade de suas terras. Ainda segundo a entidade, a negociação ocorreu na segunda-feira (13). A ação de desocupação foi mediada pela Polícia Militar da Bahia. Ao fim do dia, os invasores tinham deixado a área de 1.400 hectares. Além de informar sobre a união de produtores rurais de Macajuba contra o MST, a Faeb fez questão de parabenizar o desfecho dessa história. Para a instituição, que representa os produtores rurais do estado, a atuação da polícia diante da situação foi marcada pela “condução pacífica”Por fim, a Faeb reafirmou o repúdio às situações promovidas por invasores de propriedades privadas. Na semana passada, a entidade havia solicitado uma audiência urgente com o governo estadual para buscar uma solução para as invasões que estão acontecendo na Bahia. Até o momento, contudo, a instituição guarda retorno por parte da equipe do governador Jerônimo Rodrigues (PT). “A entidade reitera que repudia veementemente as invasões e qualquer outro ato pautado na ilegalidade e defende o direito de propriedade privada, garantido pela Constituição Federal de 1988”, afirma a entidade em trecho da nota. Diante da ação promovida por produtores rurais no caso da propriedade localizada em Macajuba, o MST tentou se vitimizar. Em postagem no Instagram, o movimento fez uma denúncia: alegou que estavam tentando invadir a fazenda que, na véspera, eles próprios haviam invadido.

FONTE: CANAL RURAL

domingo, 16 de abril de 2023

TV Globo registra perda de milhões de telespectadores


O mês de setembro apresentou um saldo negativo para a TV Globo. De acordo com os dados consolidados do Painel Nacional de Televisão, a emissora carioca registrou média de 10,94 pontos no acumulado das 24 horas dos últimos 30 dias. Com isso, a audiência de setembro foi a pior do ano para a emissora. O índice chega a ser menor do que o obtido pelo canal em dezembro de 2020, mês em que tradicionalmente há um número menor de televisores ligados. De acordo com o TV Pop, que divulgou o levantamento, na comparação com o melhor mês de audiência da Globo deste ano, em março, a saída de telespectadores já se aproxima da barreira dos dois milhões. O terceiro mês do ano foi marcado pelo auge da reapresentação de A Força do Querer e o Big Brother Brasil 21 em alta. Em números absolutos, foram um milhão, 711 mil e 263 pessoas que deixaram de acompanhar o canal. O número é tão expressivo que a soma de todos os canais da televisão por assinatura dá pouco mais do que isso: em setembro, a somatória das redes pagas aferidas foi assistida por dois milhões, 677 mil e 877 telespectadores no país. Em junho deste ano, a emissora carioca, também teve sua pior audiência para o mês em sua história. Apesar de ainda liderar entre as TVs abertas, a Globo teve média de 11,3 pontos (cada ponto equivale a cerca de 260 mil domicílios no país) e 30,9% de participação na audiência da TV aberta. Este número representou uma queda de 6%.

FONTE: PLENO.NEWS

domingo, 26 de março de 2023

Seca severa poderá causar situação de fome por mudança climática


Mais de 1 milhão de pessoas no sul do Madagascar estão batalhando para conseguir o suficiente para comer. O país africano poderá ter a primeira situação de fome causada pela mudança climática, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos, PMA. O Madagascar é a quarta maior ilha do mundo e tem um ecossistema único, com plantas e animais que não são encontrados em mais nenhuma outra parte do planeta. Geralmente, a temporada de secas vai de maio a outubro, e a de chuvas começa em novembro. Mas a mudança climática vem alterando este ciclo, afetando pequenos agricultores e seus vizinhos. Quem confirma é a porta-voz do PMA na capital do país, Antananarivo. Alice Rahmoun foi entrevistada pela ONU News e declarou: É claro que há menos chuva, então quando acontecem as primeiras chuvas, eles ficam com esperança e plantam algumas sementes. Mas um pouquinho de chuva não é uma temporada de chuvas apropriada. Segundo a representante do PMA, é possível afirmar que os impactos da mudança climática são cada vez mais fortes, as colheitas falham constantemente, e as pessoas não têm o que colher nem nada para renovar seus estoques de alimentos. Alice Rahmoun esteve recentemente no Madagascar, onde PMA e parceiros estão apoiando centenas de milhares de pessoas. Ela explica que o impacto da seca varia de lugar para lugar. Enquanto algumas comunidades não tem uma temporada apropriada de chuvas há 3 anos, a situação é bem pior em zonas a 100 km de distância. A especialista lembra de ter visto vilarejos com campos completamente secos e tomateiros “totalmente amarelados ou até mesmo marrons” devido à falta de água. Em algumas áreas as pessoas até conseguem plantar alguma coisa, mas não é nada fácil, então estão tentando plantar batata doce. Mas em outras regiões, absolutamente nada está crescendo agora, então as pessoas estão comendo gafanhotos para sobreviver, comendo frutas e folhas de cactos, afirma Rahmoun. A representante do PMA explica que as folhas de cacto geralmente servem para o gado e não são para consumo humano. A situação é ainda pior porque segundo ela, “até os cactos estão morrendo com a seca”. O peso desta situação para as famílias é muito perturbador. Alice Rahmoun declara que as pessoas já começaram a desenvolver mecanismos para sobreviver. Estão vendendo o próprio gado para ter dinheiro para comprar comida, sendo que deveriam poder obter comida da sua própria produção agrícola. Terrenos e até casas estão sendo vendidas. Há famílias que tiraram seus filhos das escolas, numa estratégia para conseguir atividades rentáveis onde as crianças possam estar envolvidas, explica a especialista do PMA. O PMA está colaborando com parceiros humanitários e com o governo do Madagascar para fornecer dois tipos de resposta à crise. Cerca de 700 mil pessoas estão recebendo ajuda alimentar, incluindo suplementos para prevenir a desnutrição. A segunda resposta é mais de longo prazo, com o objetivo de permitir que as comunidades estejam bem preparadas para responder aos choques climáticos, afirma Rahmoun. O PMA auxilia com canais de irrigação, reflorestamento e pequenos seguros para ajudar os agricultores quando perdem uma colheita, por exemplo. A agência da ONU também espera apoiar 1 milhão de pessoas até abril e para isso, busca US$ 70 milhões para financiar suas operações. Estamos também envolvendo mais parceiros para encontrar e financiar soluções para que as comunidades se adaptem aos desafios causados pela mudança climática. Daqui a uma semana, os líderes mundiais estarão reunidos em Glasgow, na Escócia, para a COP-26, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática. Segundo o secretário-geral António Guterres, esta poderá ser a última chance de “mudar a corrente” para alinhar o planeta. A representante do PMA explica que a agência pretende usar a conferência para mudar o foco de resposta à crise para gestão de riscos. Segundo Alice Rahmoun, os países precisam estar preparados para os choques climáticos, e devem agir em conjunto para reduzir os impactos severos às pessoas mais vulneráveis, incluindo os moradores do sul de Madagáscar. A COP-26 é uma oportunidade de pedir aos governos e aos doadores para priorizarem o financiamento relacionado a programas de adaptação climática, e para ajudar os países a controlarem melhor os riscos, até mesmo em Madagascar, pois se nada for feito, a fome aumentará de forma exponencial nos próximos anos devido à mudança climática. E não apenas em Madagascar, mas em outros países, afirma Alice Rahmoun.

FONTE: NAÇÕES UNIDAS
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segunda-feira, 13 de março de 2023

Empresa da Embraer e Thales firmam parceria para desenvolver aeronaves eVTOL


A Eve UAM, LLC, empresa da Embraer, e a Thales se uniram para apoiar o desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve no Brasil. A parceria estratégica envolve uma série de estudos conjuntos ao longo de 12 meses. Iniciados em janeiro de 2022, estes estudos contemplam aspectos técnicos, econômicos e a viabilidade adaptável de uma aeronave 100% elétrica. A Thales, que atua em soluções tecnológicas, serviços e produtos nas áreas de defesa, aeronáutica, aeroespacial, transporte, identidade digital e mercados de segurança, também contribuirá com sua experiência no desenvolvimento de sistemas de aviação, elétricos, de controle de voo, navegação, comunicação e conectividade. Esta parceria fortalecerá a posição da Eve como líder no mercado global e nosso compromisso em oferecer um novo modo de transporte urbano eficaz e sustentável. A Embraer tem parceria com a Thales há mais de 30 anos. Agora, a Eve vai alavancar essa parceria também, destaca em nota André Stein, co-CEO da Eve. A Thales está ativamente engajada no desenvolvimento da Mobilidade Aérea Urbana. Estamos orgulhosos de dar um novo passo no Brasil, juntando-nos à Eve em um projeto que pode ser um divisor de águas para a mobilidade urbana sustentável em todo o mundo, ressalta também em nota Yannick Assouad, vice-presidente executivo de Aviação da Thales. Tanto o Centro de Tecnologia Espacial da Thales, em São José dos Campos (SP), quanto o recém-inaugurado Centro de Aeronaves, em São Bernardo do Campo (SP), darão suporte às equipes da Eve e da Embraer que trabalham no projeto, que também contarão com engenheiros da Thales na França, Canadá e Estados Unidos.

FONTE: REVISTA PEGN
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

O ressurgimento dos telefones antigos e simples


Em plena era dos smartphones, por que a venda de dispositivos similares aos que se usavam no fim da década de 90 está aumentando? Os smartphones têm tantas funções que muita gente nem imagina como seria voltar a viver sem eles. Apesar disso, um fenômeno curioso vem acontecendo ao redor do mundo. Especialistas afirmam que as vendas globais de "telefones burros”, também conhecidos como “tijolões” podem ter atingido um bilhão de unidades em 2020, frente a 400 milhões em 2019. Mas o que está por trás da volta desses aparelhos? Segundo o psicólogo Przemek Olenjniczak, esse tipo de tecnologia não se compara com os smartphones em termos de funcionalidades, mas oferece benefícios importantes. Entre eles, estão as baterias mais duráveis, a longevidade dos aparelhos e, sobretudo, a “desintoxicação virtual". Diferentemente dos celulares atuais, esses dispositivos não se conectam a redes sociais, provedores de e-mail, nem a nada que gere ansiedade ao usuário. Além disso, outros fatores também contribuem para a volta dos "tijolões". "Parece que a moda, a nostalgia e sua aparição nos vídeos do TikTok têm um papel importante no ressurgimento dos telefones burros", disse Ernest Doku, especialista em dispositivos móveis, em entrevista à BBC. Segundo um estudo realizado pela empresa de software SEMrush, as buscas no Google para esses aparelhos aumentaram 89% entre 2018 e 2021. Como nem todos estão dispostos a abrir mão de todas as funcionalidades dos smartphones, já existem empresas apostando na criação de uma nova geração de telefones um pouco menos burros. Esses aparelhos oferecem ao menos algumas características dos telefones modernos. Assim, companhias como a Light Phone, de Nova York, criaram dispositivos mais simples, mas que ao mesmo tempo permitem aos usuários escutar músicas e podcasts e conectar-se por Bluetooth aos fones de ouvido.

FONTE: HISTORY

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Sobrevivente relata terror vivido em campo de concentração na China


Uma mulher da etnia uigur relatou, em lágrimas, as barbáries que sofreu num campo de concentração na China durante a Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa, nesta quarta-feira (14), em Washington, nos Estados Unidos. Tursunay Ziyawudun foi uma das várias sobreviventes da perseguição religiosa a compartilhar sua história de terror no evento. A mulher uigur foi submetida a um tratamento cruel pelo Governo Comunista Chinês, que tem detido a minoria étnica uigur em campos de concentração com o objetivo de aniquilar sua identidade cultural e doutriná-los com a ideologia do Estado. Fui trancada em campos duas vezes. A segunda vez foi ainda mais desumana do que a primeira, e minhas experiências nesses campos chineses deixaram cicatrizes impagáveis em meu coração, disse a sobrevivente. Fui levada para um acampamento pela segunda vez em março de 2018 e fiquei lá por cerca de um ano. Havia muitos prédios novos no campo, que pareciam uma prisão, e muitas câmeras e pessoas dentro. Sempre podíamos ver policiais armados. Às vezes, eles nos mostravam filmes de propaganda, às vezes nos ensinavam a lei chinesa, às vezes nos ensinavam canções vermelhas chinesas e às vezes nos faziam jurar lealdade ao Partido Comunista Chinês, relatou. Segundo Ziyawudun, o ambiente nos campos de concentração era de muito pavor. No campo, sempre vivíamos com medo. Passamos os dias com medo, ouvindo os sons de vozes gritando e chorando, imaginando se o que estava acontecendo com elas aconteceria conosco também, contou. Nos campos de concentração, havia estupros sistemáticos cometidos pelos guardas contra as mulheres uigur detidas. Certa vez, eles me levaram para passear com uma jovem de 20 anos. Ao lado dos policiais do campo, havia um homem de terno, usando uma máscara sobre a boca. Não consigo nem lembrar que hora da noite era. Eles estupraram a jovem. Três policiais também me estupraram, denunciou Ziyawudun. De acordo com a sobrevivente, os estupros eram frequentes, como parte de uma rotina. Eles estavam sempre tirando as meninas das celas assim. Eles fizeram o que quiseram. Às vezes, eles traziam algumas das mulheres de volta perto da morte. Algumas das mulheres desapareceram. Eu vi algumas delas sangrando até a morte com meus próprios olhos. Outras mulheres perderam a cabeça no campo de concentração, afirmou. Com a ajuda do governo americano e do Uyghur Human Rights Project, Ziyawudun se refugiou nos Estados Unidos. A mulher disse que embora meu corpo físico esteja livre e minha voz também, ela está sofrendo profundamente como pesadelos do tempo que passou nos campos de concentração na China. Mas, apesar das memórias perturbadoras que ainda a assombram, ela declarou que sente que precisa testemunhar tudo o que passou: Tenho que falar, porque as coisas que vivi nos campos estão acontecendo com meus colegas uigures. Milhões de uigures estão sofrendo e estão vivos apenas porque têm a esperança e a crença de que existe justiça neste mundo. Como um sobrevivente, não vou parar nem por um minuto de ser uma voz para todas as pessoas que não sobreviveram e para as pessoas no Turquestão Oriental que estão presas em uma paisagem infernal, colocando sua esperança no mundo exterior, acrescentou. Ao final de seu discurso na Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa, Ziyawudun implorou para que salvassem seu povo da terrível opressão. Espero que vocês possam fazer algo para garantir a liberdade deles. Durante o evento pela liberdade religiosa, Samantha Power, administradora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, também denunciou que a China tem realizado cirurgias forçadas de esterilização em mulheres uigures nos campos de concentração. Conforme a Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa, cerca de 1 a 3 milhões de uigures e outros turcos muçulmanos estão detidos em campos de concentração na China, sujeitos a trabalhos forçados e a esterilização forçada. Samantha Power também explicou que mesmos os uigures que não são enviados a campos de concentração, enfrentam vigilância extrema do governo chinês. Durante o painel Grande vigilância e a ascensão da tecnologia na perseguição, o advogado uigur-americano Nury Turkel mostrou como a tecnologia tem sido usada pelo Partido Comunista Chinês para perseguir o povo uigur. Autoridades chinesas, auxiliadas por tecnologia sofisticada, impõe um controle de ferro sobre todos os aspectos da vida. Usando câmeras de vídeo, equipadas com software de reconhecimento facial, afirmou Nury. Os uigures devem ter seus cartões de identificação digitalizados em checkpoints onipresentes para ter acesso a parques, bancos, shoppings e lojas. Esses scanners estão ligados a uma tecnologia de policiamento mais ampla. Se um indivíduo for identificado como de risco, a entrada será negada, continuou. O advogado também afirmou também que uma tecnologia de policiamento mais ampla está sendo usada nos uigures, incluindo códigos QR postados fora de das casas de uigures para saber quem mora lá e se eles são confiáveis, bem como celulares equipados com spyware obrigatório que registra toda a atividade online dos uiguresNury Turkel relatou que alguns uigures já foram detidos por causa de mensagens privadas, que o governo chinês espionou. Os uigures não podem fazer nada para escapar do olhar vigilante do governo chinês, lamentou Nury.

FONTE: GUIAME.COM.BR
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Cresce migração de Youtubers para Rumble. Veja o que muda com a escolha


Com o grande crescimento de discuções políticas no Brasil, principalmente relacionadas à democracia e censura nas redes sociais, muitos Youtubers se veem na necessidade de procurar novos horizontes e encontram no Rumble uma saída imediata como alternativa ao Youtube. Mas seria esta realmente a melhor saída, partindo do “pressuposto” que se realmente há uma “censura anti-democrática”, como a Rumble poderia protege-los? Para saber um pouco mais sobre este assunto, vamos a um breve resumo sobre a Rumble e quais diferenças com relação ao gigante Youtube.

O que é a Rumble?
A Rumble é uma plataforma canadense de compartilhamento de vídeos com sede em Toronto, fundada em 2013 por Chris Pavlovski, tinha uma característica de nicho voltada à vídeos virais. Em meados de 2020, Devin Nunes, uma figura pública, acusou Youtube de cencurar conteúdo de seu canal e com isso migrou para o Rumble trazendo consigo alguns apoiadores conservadores dando um “boom” para a plataforma que saltou de 1,6 para 31 milhões de usuários de 2020 para 2021. Um dado importante é que devido à Covid-19 em 2020, muitos usuários foram bloqueados do Youtube, Facebook e outras redes sociais por diceminação de FakeNews e também fizeram a migração do Youtube para a Rumble. Outras figuras públicas que fizeram migração do Youtube para o Rumble foi Donald Trump – Ex-presidente dos Estados Unidos e recentemente o brasileiro Monark, ambos pelos mesmos motivos citados anteriormente.
 
Porque os Youtubers migraram para a Rumble?
Acreditamos que a escolha da plataforma Rumble por parte dos Youtubers se deve ao fato de seu então posicionamento contra cancelamentos, como pode ser comprovado no “Sobre Nós” da instituição em citação de seu criador. Outro ponto importante está relacionado à monetização da plataforma, que segundo “Monark” já recebe a mesma quantidade de receita que antes recebia do Youtube. Há também a monetização para conteúdos de terceiros, isso mesmo, na plataforma Rumble é possível republicar vídeos e ganhar até 50% sobre ele, sendo os outros 50% para o criador original do conteúdo. O Conteúdo da Rumble é dividido por categorias, e dentre elas está os Podcasts em grande ascenção na plataforma e um pouco disso está relacionado a polêmica de monetização desse conteúdo no Youtube. Tudo isso acabou atraindo mais usuários e investimentos para a plataforma e talvez por isso os Youtubers veem na Rumble uma alternativa viável.
 
Qual a diferença entre Youtube e Rumble?
O Youtube é uma plataforma centralizada, ou seja, todo conteúdo é ligado à um servidor e dele para o usuário final, falando a grosso modo, mas basicamente é assim que funciona. Quando algum usuário viola os termos da plataforma, o mesmo é bloqueado parcialmente ou até mesmo permanentemente, sendo impossibilitado de publicar novos conteúdos. O mesmo vale para usuários que são bloqueados por meios judiciais, algo corriqueiro no Brasil devido a posicionamentos políticos controversos, fake news, e etc. O que difere um tipo de bloqueio do outro, é que um viola os termos já definidos na plataforma e o outro, mesmo que não tendo violado, devem ser seguidos devido a vias judiciais, pois o não cumprimento acarreta em multas e etc. 

Já na Rumble, o que acontece é basicamente a mesma coisa, pois também é uma plataforma centralizada, também possui políticas interna para proteção de usuários e seus direitos e também é passível de bloqueios por vias judiciais. Apesar da Rumble não possuir uma sede no Brasil, já se posicionou dizendo ter interesse de investimentos no país, mesmo que aqui já seja possível acessar livremente a plataforma sem nenhum tipo de restrição, o único ponto é com relação ao idioma que ainda não possui tradução direta da plataforma. Em resumo, fica no ar a questão de proteção do conteúdo na plataforma, apesar da frase “Criamos tecnologias que são imunes à cultura do cancelamento” ao menos nós não vemos como isso funcionaria.

Plataformas decentralizadas seriam uma saída mais viável?
Acreditamos que uma saída seria a utilização de plataformas decentralizadas, que consistem em não manter o conteúdo em servidores exclusivos, tendo instâncias gerenciadas por inúmeros usuários e empresas bem como acontece com as criptomoedas. Tocamos neste assunto porque vemos nessas plataformas uma saída, talvez não barata, mas menos arriscada para evitar o bloqueio de conteúdo por parte de ações judiciais e políticas de conteúdo específicas. Como exemplo, podemos citar o “PeerTube“, que se encaixa na descrição de decentralização e apesar de não possuir algum tipo de monetização, é uma saída para quem deseja se expressar. Mas como dissemos, nem mesmo estas plataformas escaparíam de leis locais, onde cada país possui as suas, bem como seus usuários.

FONTE: TERRA BRASIL NOTÍCIAS
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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Pesquisa aponta benefícios da maçã na prevenção do Alzheimer


Ainda há muito o que se estudar e descobrir sobre o Alzheimer, uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios e causa problemas de memória, linguagem, raciocínio e outras capacidades cerebrais. Mas, os estudos não param, pois há cada vez mais casos de pacientes diagnosticados com essa doença, inclusive pessoas mais novas apresentando os primeiros sintomas de Alzheimer, que são mais difíceis de identificar. Um dos estudos mais recentes foi realizado pelo Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE), em Bonn, Alemanha. Os pesquisadores acreditam que as maçãs podem contribuir para a prevenção da doença ou sua evolução por conta a alta concentração de fitonutrientes estimulantes de neurônios. Assim como é comum, os primeiros testes foram feitos com camundongos. Os cientistas observaram que a quantidade de células-tronco se multiplicaram e geraram mais neurônios nos camundongos que consumiram uma determinada quantidade de maçãs. Entre os compostos da maçã com maior capacidade de neurogênese (estímulo de produção de neurônios) estão a quercetina, na casca, e o ácido diidroxibezóico (DHBA), na polpa. Vale ressaltar que os benefícios foram notados somente quando a maçã foi consumida em sua forma inteira, não em suco nem cozida, pois as propriedades modificam. O resultado do estudo ainda não é considerado completo, mas é um grande avanço. De fato, a maçã é comprovadamente benéfica para a saúde em diversos aspectos, então vale a pena consumir ao menos uma maçã ao dia. No caso da maçã verde, ela é especialmente recomendada para fazer desintoxicação do fígado, junto de uma alimentação leve, saudável e equilibrada e com o consumo de bastante água. A maçã também ajuda a equilibrar os níveis de colesterol, o funcionamento do intestino, fortalece ossos e dentes, fortalece o sistema imunológico, protege a visão, limpa as veias e artérias. Adote o hábito de comer uma maçã por dia, inteira e com casca. Uma dieta rica em antioxidantes pode ter efeitos semelhantes, por isso a maçã, que é particularmente rica em quercetina, é uma boa aposta, de acordo com pesquisa.

FONTE: DICASONLINE.COM
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terça-feira, 24 de maio de 2022

Idosos que têm vida de oração sentem maior bem-estar, afirmam pesquisadores


Pessoas que envelhecem mais apegadas a Deus são mais propensas a ter uma sensação de bem-estar, segundo da Baylor University. O estudo, publicado no Journal of Aging and Health, indica que quanto mais as pessoas oram, maior sua sensação de bem estar. Por outro lado, aqueles que se estão mais distantes de Deus não recebem o mesmo benefício. Para o estudo, os pesquisadores definem a sensação de bem-estar com base em três pontos: otimismo, autoestima e contentamento com a vida. Eles descobriram que para todas elas, existe uma relação entre a comunhão com Deus e a oração. A oração pode estar associada ter a mais ou menos bem-estar, dependendo de como você percebe Deus, disse o pesquisador Blake Kent, doutor em sociologia da religião. Em poucas palavras, os benefícios psicológicos da oração parecem depender da qualidade do relacionamento de uma pessoa com Deus. O estudo de Kent e principal autor, Matt Bradshaw, Ph.D., professor assistente de sociologia na Faculdade de Artes e Ciências, descobriu que a maneira como a pessoa percebe a Deus também influencia em seu bem-estar. Deus é visto como alguém que dá segurança e proteção? Então a oração parece ter um benefício positivo. Deus é visto como alguém distante, ou mesmo não confiável? Então pode ser uma história diferente, disse Kent. Quando você não consegue confiar em Deus, a oração não é associada à confiança nos cuidados Dele, mas à incerteza e ansiedade. Há uma percepção geral de que a oração é automaticamente boa para o seu bem-estar. Isso pode não ser o caso para todos, porque tal percepção pressupõe que Deus irá responder e que é confiável. Mas muitas pessoas não experimentam Deus dessa maneira, avalia o pesquisador. Bradshaw e Kent analisaram dados da Pesquisa Nacional de Religião, Envelhecimento e Saúde dos Estados Unidos. Os 1.024 entrevistados tinham pelo menos 65 anos. Bradshaw e Kent observaram que a percepção de Deus como amoroso é importante entre os idosos que lidam com problemas de saúde, discriminação por idade, perda de amigos e talvez perdas financeiras devido à aposentadoria. Além disso, muitos idosos querem acertar as coisas e obter resolução em suas vidas pessoais com familiares e amigos, à medida que envelhecem. Nós argumentamos que isso também ocorre no relacionamento com Deus, escreveram eles. Um Deus amoroso e solidário que também é onipotente, onipresente e onisciente pode fornecer considerável conforto, segurança e resiliência aos crentes que estão se aproximando do fim de suas vidas.

FONTE:GUIAME.COM

domingo, 17 de abril de 2022

Banco descontou crédito consignado sem autorização? Veja o que fazer


Durante a atual pandemia, as denúncias e reclamações de golpes têm tido destaque. Um dos mais frequentes é o de empréstimo consignado sem autorização. Diversos clientes relataram ter a parcela de um empréstimo desconhecido descontada do salário. Dados do site Reclame Aqui mostram que entre janeiro e abril de 2021, foram 2.374 reclamações sobre o tema. Em 2020, no mesmo período, foram 649, portanto o aumento foi bastante significativo. O empréstimo consignado é aquele que tem as prestações descontadas na folha de pagamento. Ou seja, o salário já vem com o desconto antes de ser sacado pelo trabalhador. Contudo, a maior ocorrência desse tipo de crédito visa os aposentados. Empréstimos consignados podem ser feitos diretamente na aposentadoria e no benefício do INSS. Assim, os valores dos benefícios ficam reduzidos por conta dos empréstimos que descontam as parcelas em folha. Muitas vítimas de golpe descobrem o crime apenas na hora de sacar a aposentadoria. Daí então começa a dor de cabeça para encontrar uma solução.

O que fazer em caso de golpes?
  • Procure a polícia e registra um Boletim de Ocorrência (B.O) diretamente na delegacia – presencial ou virtual;
  • Entre em contato com o INSS pela ouvidoria da Previdência através do número 135. Tenha o B.O em mãos;
  • Acione o Banco Central (BC) pelo telefone 145 e registre a reclamação – pode ser pelo site do BC também;
  • Vale deixar registrada a reclamação no site Reclame Aqui ou na plataforma do Consumidor, do Ministério da Justiça;
  • Se for o caso, procure um advogado para orientação.
Atenção
É importante reforçar que todas as vítimas de golpes têm direito de cancelar o empréstimo. Isso deve ocorrer sem nenhum prejuízo ao cidadão, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. O valor que já foi descontado indevidamente deve ser ressarcido à vítima. Caso a instituição financeira gere mais prejuízos ao consumidor, ainda podem caber processos distintos. Indenização por direitos morais é uma das ações que podem ser utilizadas em prol da vítima.

Tenha em mãos os seguintes documentos:

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Extratos bancários que comprovem as retiradas indevidas de sua conta.

Vale destacar que a vítima precisa comprovar que foi alvo de golpistas. Tenha isso em mente.

FONTE: POR DENTRO DE TUDO.

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domingo, 10 de abril de 2022

Encontros de OVNIs e aviões comerciais. 5 vídeos impressionantes


Um dos elementos que mais dá solidez à pesquisa ufológica são os relatos de grande credibilidade com que os ufólogos trabalham para validar o fato da vida extraterrestre ser real, entre estes relatos, aqueles que derivam de testemunhas de alta qualificação, cujos depoimentos não podem ser desacreditados facilmente, pois são amparados por uma sólida formação científica, tecnológica e profissional.Seus testemunhos também são muito contundentes, visto sua integridade e competência para registrar tais fatos. E eles fazem um alerta: a situação oferece perigo a vidas humanas a bordo das aeronaves envolvidas. Mas não podemos também ignorar os relatos e gravações obtidas por passageiros destas milhares de aeronaves que cruzam os céus do nosso planeta todos os anos. O fato destas imagens serem provenientes de cidadãos normais geralmente  não repercutem da maneira que deveria, devida a alta veiculação de vídeos falso, principalmente na internet. Juntamente com o aumento na incidência de avistamentos de objetos voadores não identificados, os conhecidos OVNIs, nos céus do mundo inteiro, também tem se elevado o número de registros feitos pelas pessoas em todas partes do mundo, uma vez que crescem recursos disponíveis para captação de imagens, sendo que praticamente todos os modelos de telefones celulares de hoje são do tipo smartphone, onde qualquer modelo barato possui uma câmera e possibilidade de fotografar ou filmar. Confira os 5 vídeos captados por passageiros e espectadores de voos comerciais pelo mundo.

FONTE: OUTRO MUNDO
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domingo, 27 de março de 2022

Cristãos enfrentam tortura e execução por pelotão de fuzilamento na Coreia do Norte, diz relatório.


A ditadura comunista da Coreia do Norte vem implantando facções dentro do regime para realizar prisões injustas, tortura, execuções e a negação dos direitos fundamentais de liberdade religiosa, pois busca exterminar todos os adeptos e instituições cristãs, diz a Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional em um relatório. Em seu relatório Perseguição Organizada – Documentando Violações da Liberdade Religiosa na Coreia do Norte, a USCIRF diz que as violações que documentou tão recentemente quanto 2020, são aparentemente projetadas para remover todos os traços do cristianismo. A campanha para exterminar todos os adeptos cristãos e instituições na Coreia do Norte tem sido brutalmente eficaz, e continua através do trabalho do Ministério da Segurança do Estado, redes de informantes que se estendem até a China, a presença de campos de prisioneiros políticos 'sem saída', execuções e um sistema educacional e organizacional que impede a adesão através de escolas, locais de trabalho e bairros, diz o relatório, que se baseia em entrevistas de sobreviventes, testemunhas e autores de violações da liberdade religiosa em 2020 e 2021. As liberdades na Coreia do Norte são subordinadas e rejeitadas por um documento conhecido como os Dez Princípios para estabelecer um Sistema de Liderança Monolítica, que tem como propósito trazer os pensamentos e atos de cada indivíduo norte-coreano em consonância com os ensinamentos de Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un, diz ele. A USCIRF também descobriu que o Partido dos Trabalhadores da Coreia mantém edifícios da igreja em Pyongyang, e instrui um pequeno grupo de quadros especializados aprovados a realizar cerimônias cristãs nesses edifícios, ao mesmo tempo proibindo os cidadãos norte-coreanos - incluindo esse grupo de quadros especializados - a viverem como cristãos. Os norte-coreanos experimentam a negação do direito à liberdade religiosa desde o nascimento, revela o relatório. As aulas [escolares] apresentam missionários, e também há filmes sobre os missionários, diz um cidadão norte-coreano. Na verdade, há um filme intitulado 'O Missionário'. O filme apresenta um missionário americano que veio para a Coreia durante o período de ocupação colonial japonesa e enganou crianças depois de fingir se importar com elas. Depois que as pessoas assistiram ao filme, eles desenvolveram uma impressão negativa dos missionários em um nível intuitivo. As pessoas até usam a palavra missionário como palavra de maldição. Outro cidadão foi citado como dizendo: Havia um assunto separado que demonizava completamente os missionários. O objetivo desse assunto era enfatizar o quão horríveis são os missionários e como a religião horrível e a prática da superstição são. A USCIRF diz que também documentou relatos críveis da execução de adeptos cristãos. Kwon Eun Som e seu neto foram executados em julho de 2011 no condado de Onsong, província de North Hamgyong, com apenas alguns oficiais de segurança e policiais presentes para testemunhar o evento, acrescenta o relatório. A execução foi pelo pelotão de fuzilamento e ocorreu fora de Hajong-ri no condado de Onsong. Foi supervisionado pelo pessoal da divisão de Segurança do Estado de Onsong, agindo sob a autoridade do Ministério de Segurança do Estado de Hamgyong do Norte em Chongjin. O relatório também identifica 68 casos do Estado processando indivíduos por sua religião ou crença ou por sua associação com pessoas religiosas. Durante anos, a Coreia do Norte foi classificada como o pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã na Lista mundial de observação do Open Doors USA. Ser descoberto como cristão é uma sentença de morte na Coreia do Norte, diz Open Doors USA, acrescentando: Se você não for morto instantaneamente, você será levado para um campo de trabalho como um criminoso político. O ministério diz que o ditador da Coreia do Norte Kim Jong Un teria expandido o sistema de campos de prisioneiros, no qual cerca de 50.000-70.000 cristãos estão presos.

FONTE: MISSÕES URGENTE
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